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3.9.09

Poetisa Louca


Não faz mais poemas como dantes
Poetisa do coração calado
Quem olha por fora
Não vê a dor que há
Dor maior nem há
Poetisa louca e calada
Mulher de aço e fibras
A cada passo que dá
Entre passando
Por entremeios
Passa como uma fita
Passa que nem passarinho
Passa e passa
Mulher de aço e fibra
Prossegue entrelaçando
Por entremeios da vida
Mulher é assim
Morre hoje e renasce mais forte e linda amanhã
Poetiza de aço e fibra
Aço que fere e fibra que cura e vibra
Pulsa no coração mesmo que calado
Cada coisa no seu tempo
Ela respeita o seu próprio tempo
Mais do que ninguém
Ela passa e deixa pra trás
O que não vale a pena carregar
Passada em frente
Segue firme
Coerente

by Branca

6 comentários:

Arthur A. Melo. disse...

As mulheres são fortes e doces ao mesmo tempo, combinam a fibra com a leveza, e são essenciais na vida de todos nós.

Sheila disse...

Que lindo, Branca!

Se escrito na primeira pessoa eu diria que era Florbela Espanca.

(espero que as dores sejam passageiras :)

Mayna disse...

Muito bem escrita.
Queria ser igual a essa mulher que descreve. Não guardar nada, deixar tudo que não vale a pena para trás, mas nem sempre consigo.

Ah... setodas fossem tão fortes como poetisa!

Mais uma vez parabéns!
http://maynabuco.blogspot.com

Jean B. disse...

Seria assim um poema confesso de auto descrição? Mais uma vez muito bom.

guru martins disse...

...que assim seja!!!
"sem ressentimento
agente faz do drama
um romance"...

bj

arash gitzcam disse...

Será q ela aceita tomar um sorvete de brigadeiro? ;)